Publicado em 26 de novembro de 2025
Estava ansiosa pelo show do Oasis desde que comprei o ingresso há um ano, praticamente contando os dias para vê-los. Após finalmente viver esse momento, vou compartilhar todos os perrengues e a experiência incrível de poder ver a essa apresentação fantástica.
Essa não foi a primeira vez que vi um show de um dos irmãos Gallagher.

Em 2017 fui ao show do U2 no Morumbis (não me acostumo com esse S no final 😅) e quem abriu o show foi ninguém menos do que Noel Gallagher’s High Flying Birds.
Me recordo de ficar animadíssima com a notícia, já que cresci ouvindo Oasis, graças aos meus pais. E como o grupo já estava separado há anos, fiquei empolgada em ao menos assistir à um dos irmãos ao vivo.
Foi tão incrível quanto imaginei e queria muito repetir a experiência, só não imaginava que a próxima oportunidade seria de fato com o Oasis reunido.
O sonho de ir em um show do Oasis esteve enterrado por anos.
Um relato rápido: quando eu tinha 8 anos meus pais compraram o CD Familiar To Millions do Oasis. Lembro de ouvi-lo com frequência me imaginando passar por toda aquela empolgação. Quando eles fizeram o último show no Brasil em 2009, me virei para o meu pai e disse que um dia nós iríamos à um show da banda.
Infelizmente, pouco tempo depois, eles anunciaram a separação.
Ou seja, meu sonho foi pelo ralo e supus que a probabilidade de realizá-lo era quase zero.
A vontade de ir em grandes shows das minhas bandas prediletas.

Meus pais tem um histórico grande de ida à shows, tanto nacionais quanto internacionais, e eu queria o mesmo, pelo menos com as minhas bandas favoritas.
No dia 23/11 posso dizer que zerei minha lista principal de shows. Claro que há outros artistas que ainda desejo ver, mas os do topo da lista já consegui marcar o check ✅.
São eles:
U2 – 360º Tour em 2011 (Morumbis)
U2 – The Joshua Tree Tour em 2017 (Morumbis)
Nickelback – 2019 (Ginásio do Ibirapuera)
Backstreet Boys – DNA Tour em 2023 (Allianz Parque)
Oasis – Live’ 25 em 2025 (Morumbis)
Ainda gostaria de ver um show do Paul McCartney, Duran Duran e talvez da Taylor Swift, mas o fato é que se todos retornarem ao Brasil, irei novamente com todo prazer.




Essas fotos são do show do Backstreet Boys no Allianz Parque em 2023. Fui na pista comum e alguém teve a ideia extremamente estúpida de colocar um telão enorme entre a divisão das pistas, o que fez com que a maioria não conseguisse sequer ver um rastro do palco.
Esse ponto em específico foi realmente frustrante, mas depois todos desencanamos e dançamos até o final do show.
Minha experiência pré-show do Oasis no Morumbis.
Particularmente nunca passei por problemas em todos os shows em que estive, mas no do Oasis meu pai e eu passamos por alguns perrengues, e não estou falando de sol ou chuva.
Ansiosos há cerca de um ano, nós finalmente iríamos realizar nosso desejo de ver uma das bandas que mais gostamos, por isso chegamos cedo na fila que dava acesso à arquibancada.
Os primeiros perrengues foram comuns de quem frequenta shows: sol fritando nossa pele, ameaça de chuva, ficar horas de pé, beber o mínimo de água para não ter que ir ao banheiro toda hora, enfim, nada fora do normal.
O portão se abriu ás 16:00 em ponto. Por muita sorte consegui exatamente o lugar que queria, em frente a grade da arquibancada. A visão era ótima e eu estava felicíssima por isso.

Por alguma razão, da qual não sei explicar, deixaram o portão 10 com acesso à um dos lados da arquibancada fechado e com isso todos entravam pelo portão 9, o que causou uma lotação de pessoas no corredor a nossa frente o dia inteiro.
As pessoas da nossa fileira estavam perdendo a paciência, pois todos queriam ir e vir pelo mesmo corredor estreito ao mesmo tempo. Foi uma verdadeira balbúrdia.
O lado bom é que, como eu estava com meu pai, nossas conversas me arrancavam altas risadas, o que me deixou em uma “vibe paz e amor” pela maior parte do tempo.
Além desse vai e vem, apesar das regras absurdas do Morumbis de impedir que garrafas de água entrem com tampa, a quantidade de gente fumando, usando drogas e bebendo ao mesmo tempo era altíssima. E tudo na frente dos seguranças.
Eu já estava com dor de cabeça e o cheiro de maconha (principalmente durante o show) só piorou a situação.
Ah! E também tomei banho de cerveja DUAS VEZES. Uma delas foi de um cara que saiu no meio do show pra comprar mais bebida.
Apesar da maioria achar o máximo, além de comum, quem faz isso em um show de rock, foi algo bastante incômodo.
Em nenhum outro show passei por coisas do tipo e ouvi outras pessoas que estavam próximas dizendo o mesmo umas para as outras. Ou seja, não foi algo inédito só pra mim.
Encarando pelo lado bom, no final, esses perrengues valeram a pena.
Show de abertura: Richard Ashcroft

Muito do meu gosto musical vem dos meus pais. Quando eu era pequena, nós tínhamos o incrível costume de assistir a vários videoclipes musicais que meu pai gravava no VHS ou passávamos o final de semana ouvindo discos de vinil.
Essa lembrança é muito forte na minha memória.
Quando ouvi Bitter Sweet Symphony do The Verve pela primeira vez, fiquei fascinada. E não é eufemismo.
Essa foi uma das primeiras canções que me causaram arrepios, tanto que assim que soube que Richard Ashcroft iria abrir a turnê Live’25, fiquei felicíssima. Como assim eu iria ouvir músicas que fizeram parte da minha infância, ao vivo, na mesma noite?
A abertura do show superou qualquer nível de expectativa que eu tinha. Richard provou que não envelheceu nada e continua com uma voz potente e uma energia que envolveu o público, mesmo tendo iniciado o show com uma saudação a Santiago no Chile, ao invés de São Paulo.
Depois ele se corrigiu e todo mundo vibrou. 😂
O que me deixou absurdamente impressionada e de boca aberta foram os riffs do guitarrista que simplesmente arrasou. Parecia que a guitarra ia pegar fogo! Foi sensacional!
Richard, é claro, deixou sua música mais conhecida para o final, fazendo todo o estádio cantar junto.
Show do Oasis: um espetáculo que poderia durar o dobro do tempo.

Apesar dos perrengues inesperados, eu faria tudo de novo para assistir a esse espetáculo.
De onde eu estava o som falhou algumas vezes, talvez por causa do vento, mas nem isso tirou a tamanha qualidade e alegria desse show sensacional.
Mesmo tendo assistido pelo Youtube as apresentações do Oasis nos outros países, domingo foi especial. Além de ser o show de encerramento, foi uma experiência emotiva e intensa.
O show de luzes em várias cores espetaculares, as artes do telão, foi tudo simplesmente perfeito.
A setlist foi a mesma durante toda a turnê. Muitos se incomodaram com isso, mas não vi nenhum problema. Sim, gostaria de ter escutado várias canções que não foram inclusas, porém também gosto de previsibilidade em shows.
Liam Gallagher arrasou em cada canção, fez piadas, moveu o público e tornou tudo um puro espetáculo. Noel Gallagher simplesmente arrasou na guitarra e nas músicas, hora me deixando mais elétrica e empolgada e em outra me emocionando com sua voz linda (sim, eu tenho uma leve preferência pelo Noel 🤭), principalmente em Talk Tonight e The Masterplan que particularmente eu adoro.

É notável o quanto Oasis se entregou a essa turnê. Eles realmente passaram a sensação de que estavam se divertindo e que amaram voltar juntos ao palco.
Apesar de adorar filmar partes do show, nas minhas canções prediletas acabei escolhendo sentir o momento do que tirar foto. Eu queria guardar cada pedacinho na memória com muito carinho. Ouvir Stand By Me ao vivo, principalmente depois de crescer assistindo a este e vários outros clipes da banda junto dos meus pais, foi algo sem igual.
Acquiesce era uma das mais esperadas por mim, assim como Supersonic, Slide Away, Bring It On Down, Little By Little, Rock’n’Roll Star, Live Forever… Está bem, estou falando quase todo o setlist! 😂

Não há um momento sequer de tédio ou que você queira descansar (ou sair para comprar alguma coisa como muita gente fez), cada música te envolve mais e mais, e quando você percebe, infelizmente o show chega ao fim.
Mas mesmo antes dos irmãos se abraçarem e toda a banda e equipe saírem do palco, fomos presenteados com um show incrível de fogos de artifício. Foi surreal de tão lindo!
Já quero a próxima turnê do Oasis!

Enquanto estava na arquibancada, senti inveja de todos que estavam na pista tão perto do palco.
Fui na pista na turnê The Joshua Tree do U2 e foi uma experiência incrível. Chorei horrores! Só não valeu a pena ter ido na pista comum do BSB, por causa daquele telão enorme que atrapalhou a visão de todos.
Na próxima vez que o Oasis vier ao Brasil, farei o possível para ir na pista e sentir a mesma sensação sem igual.
Agora minha lista VIP dos principais shows está completa, mas isso não é impedimento algum para repetir a dose quando todos voltarem ao Brasil.
E você? Gosta da banda? Qual a sua música predileta? Deixe nos comentários.
Um grande abraço!

