Sim, eu sei. Estou alguns anos atrasada com essa resenha, mas só agora eu finalmente peguei esse livro para ler.
Conheci a história do Will e da Lou, quando comecei a trabalhar na livraria. Naquela época esse livro vendia como água, mas eu nunca fui muito adepta á modinhas. Então não me interessei muito por ele, até que lançou a adaptação nos cinemas. Não, eu não fui assistir no cinema, pelo contrário. Era uma noite tediosa, pós trabalho, quando eu me encontrava em uma TPM das mais fortes. Claro que em vez de tentar melhorar as coisas, me deu vontade de me acabar mais e colocar algo para chorar, então me lembrei do filme. Procurei ele na internet e assisti.
Confesso que não gostei muito dele na primeira vez que vi, mas isso é normal comigo. Ás vezes preciso ver o mesmo filme cem vezes, antes de gostar realmente dele. Foi assim com Jogos Vorazes e hoje ele é a minha trilogia preferida da vida. Enfim, depois de assistir de novo e de novo, acabei aceitando que gostava do filme e comprei o dvd no black friday, porque estava super barato, só R$10.
Depois de um ano, o livro estava em promoção, então comprei. Depois de tanto enrolar, li ele no comecinho desse mês de Setembro e confesso que fiquei muito feliz em descobrir o quanto o filme foi fiel ao livro. As falas são idênticas! Achei excelente 😃.
O livro conta a história da Louisa Clarke, que vive em uma pequena cidade turística na Inglaterra. Ela praticamente vive para ajudar os pais e se esqueceu completamente de descobrir quem ela mesma é. Depois de perder o emprego que estava há seis anos, seus pais entram em desespero, já que o dinheiro ajudava na casa e tudo indicava que seu pai seria demitido á qualquer momento. Com tanta pressão nos ombros, ela consegue um emprego como cuidadora de um tetraplégico rico e antipático. O que ela não esperava, era que ele mudaria sua vida para sempre.
Em geral, eu gostei muito do livro. Não chorei e não choro, quando assisto o filme, mas chorei muito lendo o final do livro. O que me impressionou bastante, já que a cena é descrita da mesma forma que é mostrada no filme.
Eu gostei muito mais da Lou do filme, na verdade, foi a personagem dela que me fez gostar da história. Não senti a mesma coisa com o livro. Eu sei que é estranho, mas não achei ela tão divertida no livro, quanto no filme. Já sobre a família dela, eu já não ia muito com a cara da irmã dela, no livro, isso só se provou verdadeiro. Ela é muito chatinha, mesmo que em determinados momentos, ela diga a coisa certa. Os pais dela, são um pouquinho folgados, na minha opinião. Eu sei que por ela morar lá, comer da comida deles, ela precisa cooperar em casa, mas acho super injusto a forma como eles a tratam. Fazem piadas sem graça e nunca a valorizam como deveriam. O namorado dela… Senhor, que homem insuportável! Ele já é enjoado na adaptação, no livro consegue ser ainda pior, principalmente com a besteira que ele faz no final. Já o Will, bom, mesmo já sabendo o final, torci firmemente pela felicidade dele. Você o detesta no começo, mas depois isso desaparece.
O livro tem algumas partes de conversas entre a Lou e outros tetraplégicos, em uma espécie de bate-papo, além das pesquisas dela na livraria, achei essas as partes mais chatinhas do livro. Chega uma hora que você quer ver mais “ação” e essas são as páginas que nada de muito importante acontece.
Em resumo, o livro é tão bom, quanto o filme, acredito que ambos valem muito á pena. Se você quiser embarcar em qualquer um dos dois antes de complementá-lo com o outro, vá em frente que não tem erro.
Nota: ⭐⭐⭐⭐ 4 / 5
Você já leu esse livro? Já assistiu ao filme? Me conta aqui nos comentários o que achou! 😉
Um grande abraço!
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