Publicado em 4 de setembro de 2025 e atualizado em 21 de novembro de 2025
Amanhecer na Colheita é o último livro lançado da autora Suzanne Collins, que faz parte do universo de Jogos Vorazes. Nele você irá conhecer a história de como Haymitch Abernarthy venceu os jogos e pagou as consequências por isso.
Conheça a sinopse de Amanhecer na Colheita

Quando você está fadado a perder tudo que ama, pelo que ainda vale a pena lutar?
Ao amanhecer do dia da colheita da Quinquagésima Edição dos Jogos Vorazes, o medo toma conta dos distritos de Panem. Nesse ano, em comemoração ao Massacre Quaternário, o dobro de tributos será levado de suas casas.
No Distrito 12, Haymitch Abernathy está tentando não pensar muito nas suas chances de ser sorteado – só quer sobreviver ao dia e passar um tempo com a garota que ama.
Mas, ao ser escolhido, todos os sonhos de Haymitch desmoronam. Ele é separado da família e da namorada e enviado para a Capital com outros três tributos do Distrito 12: uma menina que considera quase uma irmã, um rapaz viciado em calcular chances e apostas, e a garota mais arrogante da cidade.
Conforme os Jogos se aproximam, Haymitch compreende que está tudo armado para o seu fracasso, mas parte dele deseja lutar… e deseja também que essa luta reverbere muito além da arena mortal.
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Amanhecer na Colheita traz um Haymitch jovem e, de certa forma, inocente.
No primeiro livro do Jogos Vorazes, conhecemos um Haymitch isolado, bêbado e, a primeira vista, não muito amigável. Isso não muda muito com o desenvolvimento do enredo, mas obviamente percebemos que seu personagem tem uma importância maior do que se parece.
Particularmente gosto muito do Haymitch. Ele é esperto e sagaz, apesar de se deixar levar pelo vício.
Em Amanhecer na Colheita, temos a chance de acompanhar um pouco de sua vida antes de ir para os Jogos. Nos é apresentado detalhes, como: seu aniversário ser justamente no dia da colheita, ele possuir uma namorada que faz parte do Bando (quem assistiu e/ou leu A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes sabe do que estou falando), ele morar apenas com a mãe e o irmão mais novo e sua passagem para os Jogos Vorazes não ter sido da maneira tradicional.
Mas esta última parte não irei explicar para que você se surpreenda durante a leitura 😉
Amanhecer na Colheita tem reviravoltas, cenas marcantes, mas um desenvolvimento lento.

De todos os livros que li da saga, este foi o que mais demorei para “me apegar”, por assim dizer.
Vi centenas de resenhas e comentários idolatrando a história, dizendo o quanto choraram (eu também chorei, por sinal!) e o quanto maravilhoso é o livro. Eu também gostei. De verdade! Mas não achei tudo isso. A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes é muito melhor, na minha opinião (quer saber se vale a pena ler? Confira esse artigo aqui!).
O livro traz algumas reviravoltas muito boas, mas o desenvolvimento é lento e você chega na metade do livro e o Haymitch ainda nem foi para a arena. Ainda assim, a história traz momentos marcantes, como o primeiro encontro do Haymitch com o Presidente Snow durante o desfile dos tributos. Essa parte é excelente. Gostei também das participações do Plutarch Heavensbee, ainda mais porque gosto muito do personagem. Entre outros momentos.
Mas foi apenas quando os jogos começaram que simplesmente não consegui largar a leitura até o final. Tanto que levei a noite toda lendo e só terminei ás 4:00 da madrugada (com pausas para colocar os filhos para dormir haha).
Contudo, as referências em excesso de fato me incomodaram demais. Vou me explicar melhor.
Excesso de referências e de personagens conhecidos.
Logo no primeiro capítulo me incomodei que a namorada do Haymitch vem do Bando. Com tantas pessoas naquele distrito para conhecer, tinha que ser logo do Bando? E com isso, o livro conta com mais letras de músicas – o que normalmente não faz diferença pra mim, mas neste achei desnecessário. E esta já é a primeira referência.
Depois disso aparecem centenas de outras referências, mas meu incomodo maior foi com a quantidade absurda de personagens conhecidos ou com simplesmente sobrenome conhecido. Temos os pais da Katniss (antes de estarem juntos, claro), as pessoas do Bando, como já havia dito antes, outros do distrito 12 que não me recordo agora e temos a enxurrada de outros personagens conhecidos na Capital.
Tem o Beetee (que, de todo meu coração, achei que mais atrapalhou a vida do Haymitch do que ajudou. Mas ele também acaba ajudando em outros pouquíssimos quesitos.), a Mags (que é uma fofa) e a Wiress (que até agora não entendo a participação, com ela ou sem ela daria exatamente na mesma), entre outros personagens que não direi para não estragar a sua experiência.
Falta de inspiração para explorar mais o universo de Jogos Vorazes.
Pessoalmente, o problema maior é que este livro ficou parecendo uma fanfic. Parece que a autora estava tão sem inspiração que recorreu a vários acontecimentos, personagens e pré-figurações para tornar a história uma enxurrada excessiva de easter eggs.
O mundo de Jogos Vorazes tem total capacidade de ser expandido para novos personagens importantes (mesmo que em histórias passadas), ao invés de só recorrer aos que ficaram conhecidos na trilogia da Katniss. Isso limita o universo e o faz parecer pequeno demais.

Neste livro, a personagem que teve um grande destaque, na minha opinião, foi a Maysilee Donner. Comecei não gostando dela e terminei com o sentimento oposto. Este é um exemplo de que é possível criar um personagem marcante sem precisar recorrer a referências.
Apesar que até ela tem ligação com o tordo que virá a ser da Katniss no futuro. Está aí mais uma referência gratuita pra você, cara leitora.
Quando li A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes, achei as referências e as pré-figurações sensacionais, mas ter usado exatamente o mesmo artifício nesse livro, não funcionou comigo. A Suzanne Collins não devia estar muito inspirada ou ela teve dificuldades de expansão. Independentemente do que seja, a verdade é que eu mais bufava ao ver outro nome conhecido do que o contrário.
Uma pena, pois essa saga é uma das minhas prediletas da vida!
Em 2026, Amanhecer na Colheita tem tudo para ser um filme sensacional
Apesar de estar em último lugar dentro da minha ordem de favoritos da saga, eu realmente acredito que o filme será incrível, principalmente se recriarem a arena exatamente como é descrita.
Acompanhei pelo Instagram o anúncio dos atores e 95% é idêntico ao que imaginei. Foi realmente empolgante de ver. Estou muito ansiosa para assistir ao resultado final!
Apesar que confesso ter ficado um tanto quanto decepcionada em saber que o presidente Snow não será interpretado pelo Kiefer Sutherland (eterno Jack Bauer e filho do ator que interpretou o Snow original na franquia). O Ralph Fiennes é um excelente ator, isso é indiscutível, mas pelo Kiefer ser praticamente idêntico ao pai, estar com a mesma idade do Snow no livro, seria uma bela homenagem ele atuar no mesmo papel do pai. Mas, ok!
Hoje (21/11) saiu o primeiro trailer do filme. Fiquei bastante empolgada! O único ponto negativo é que o Ralph como Snow aparenta ser mais velho que o Snow original. Isso ficou levemente estranho e, não, não é porque tenho algum tipo de birra com a escolha dele, é porque de fato achei estranho. Mas no restante ficou ótimo, tanto que me arrepiei!
Confira abaixo:
Vale a pena a leitura do quinto livro da saga Jogos Vorazes?
Claro que sim! Principalmente para quem já é fã há bastante tempo, como eu.
No final fiquei com o coração partido pelo Haymitch. Consegui entender perfeitamente as razões que o levaram a aderir ao vício e ao isolamento social. Infelizmente, algumas de suas atitudes trouxeram consequências sérias que mudaram totalmente sua vida.
Não estou dizendo que os atos que ele cometeu durante a história estavam errados, pois não estavam, mas o que eu senti falta foi dele ter pensado mais seriamente sobre as consequências que iriam cair sobre ele e sobre quem ele amava. A questão é que ele tinha tanta certeza de que iria morrer, que fez as escolhas com base nisso.
É muito dolorido de acompanhar e nem mesmo os personagens que o envolvem em planos mirabolantes e frágeis, o alertaram de que, se ele sobrevivesse, iria pagar o preço.

E você? Já leu Amanhecer na Colheita? Qual é o seu favorito da saga? Me conta nos comentários.
Um grande abraço!



